Prefeitura Municipal de Belo Oriente

Belo Oriente, 19 de agosto de 2017
Você sabia? Belo Oriente já foi chamado de Arraial Piedade do Galo , Piedade do Galo e Galo
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Institucional

História de Belo Oriente

por Assessoria de Comunicação Social

20/12/2011 10:43

A história de Belo Oriente teve início em 1811, quando foram criados os primeiros quartéis na região que era habitada pelos índios da nação Naknanuk, pertencentes à mesma família dos Botocudos, que habitavam o lado setentrional do Rio Doce.

Um desses quartéis, o “Quartel do Galo”, ficava nas proximidades do Cartório de Paz e Notas de Belo Oriente, criado por ordem do tenente-coronel Guido Thomas Marliere. O Quartel-central do Gallo foi o último quartel construído no Rio Doce, no ano de 1825, para a residência oficial do comandante Guido Marliere.


Pontos históricos mais antigos
• Praia do Rio Santo Antônio: local onde foi rezada a primeira missa campal, em1860, pelo capelão da freguesia de Joanésia, padre Leonardo Felix Ferreira, com a participação do povo do Travessão de Cima (Mesquita), Travessão de Baixo (Açucena) e a Naknanuk (povoado de Naque/Nanuque). O local da praia virou marco histórico, tendo o nome mudado para Praia da Missa. A margem próxima da praia já era terra cultivada pelos índios; atualmente predomina a prática da agricultura.

• A cruz que assinala a morte de Frederick Von Shellow. O biólogo e naturalista alemão, nascido em 12 de março de 1789, em Potodan, Alemanha, veio para o Brasil, a convite de D. Pedro I, entrando pelo Vale do Rio Doce para pesquisas botânicas, além de pesquisar o idioma e os costumes das nações indígenas do Vale. Foi o primeiro naturalista a pisar nestas terras. Numa desventurada subida ao Alto do Rio Doce, neste trabalho, na volta para Vitória, aos 30 anos de idade, a canoa que viajava naufragou e somente os quatro tripulantes que o acompanhavam escaparam da cachoeira do Rio do Doce, no final de 1830, ou início de 1831.

Grande parte do território de Belo Oriente e arredores, predominavam vasta parte da Mata Atlântica, com rica fauna e flora regional. A mata era formada por gigantescas árvores nativas da região, entre outras nobres e brancas, braúnas, gameleiras, guaribus, ipês, jequitibás, jacarandás, perobas, sapucaias, além de grande variedade de acácias e plantas ornamentais.

A fauna, dizimada pela redução das áreas de matas nativas, ainda tem raposas, pequenas onças, cachorros-do-mato, ouriços, tatus, pacas e grande variedade de aves e pássaros, como o raríssimo pernalta baguari.

Economia

Na década de 30, implanta-se o complexo industrial da Companhia Siderúrgica Belgo Mineira no município de João Monlevade. Antes do processo de industrialização do Vale do Aço desenvolvia-se no município de Belo Oriente, a cultura de milho, feijão, arroz, café, algodão, cana-de-açúcar. Com a implantação da Usiminas, consolida-se o processo industrial na região do Vale do Aço.

Na década de 70, instala-se no município de Belo Oriente o complexo industrial da Cenibra. A Celulose Nipo Brasileira S/A está sediada no município, às margens do Rio Doce, no Km 172 da BR-381, leste do Estado de Minas Gerais. Fundada em 13 de Setembro de 1973, a empresa começou a operar em1977 com capacidade nominal de produção de 225 mil toneladas. Após sucessivas melhorias nas condições operacionais, a empresa foi gradativamente elevando seus níveis de produção até chegar à capacidade atual. A Cenibra é uma das maiores produtoras mundiais de celulose branqueada de fibra curta de eucalipto com produção anual de 1,14 milhão de tonelada.

Até 1930, a agricultura era bastante praticada no município. A partir de 1930 a pecuária inicia o processo de desenvolvimento de 1940 até 1950, a agropecuária atinge seu nível máximo no município. Neste período o comércio era caracterizado apenas varejista, importando produtos industrializados e manufaturados e exportando produtos alimentícios. Na década de 40, com o alto índice de desenvolvimento da agropecuária, implanta-se no município o comércio atacadista e continua importando produtos industrializados e manufaturados. O comércio local era exercido por pequenos comerciantes caracterizados como lojas e vendas.



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